O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) registrou o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), medidor oficial da inflação no país, em 1,31% em fevereiro. Dessa forma, o índice acumulado neste ano chegou a 1,47%, e está em 5,06% no acumulado dos últimos doze meses. A inflação deste mês ficou 1,15 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de janeiro.
O Instituto aponta que o aumento de 16,80% na energia elétrica influenciou principalmente a alta da inflação, impactando o índice em 0,56 ponto percentual (p.p.).
Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, a maior variação foi registrada pelo grupo Educação, com alta de 4,70%. Em seguida, o grupo de Habitação, que cresceu 4,44%, responsável pelo maior impacto no índice do mês. Destacam-se, também, as altas nos grupos Alimentação e bebidas, de 0,70%, e Transportes, com 0,61%. Juntos, os quatro grupos respondem por 92% do IPCA de fevereiro.
No grupo Habitação, a energia elétrica residencial foi o subitem com o maior impacto positivo no índice, após a queda observada em janeiro, em função da incorporação do Bônus de Itaipu. Também no grupo de Habitação, o resultado da taxa de água e esgoto, que teve alta de 0,14%, reflete os reajustes de 6,84% nas tarifas em Campo Grande, Belo Horizonte e Porto Alegre.
Já no grupo de alimentos e bebidas, a alimentação no domicílio subiu 0,79% em fevereiro, mostrando uma desaceleração em relação a janeiro. Segundo o IBGE, as altas no preço do ovo de galinha e do café influenciaram o crescimento. Em contrapartida, a batata, o arroz e o leite registraram queda nos preços.

