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Haddad vê tarifaço menos duro que esperado, mas negociações seguem

Ministro da Fazenda diz que lista de exceções reduziu impacto das tarifas

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), avaliou que o anúncio da lista de quase 700 exceções ao tarifaço dos Estados Unidos faz com que a situação esteja “mais favorável do que se imaginava”, mas ainda “longe do ponto de chegada” das negociações.

Segundo Haddad, setores importantes – como café e carne bovina – permanecem sujeitos à tarifa de 50% imposta por ordem executiva do presidente Donald Trump, enquanto itens como petróleo, suco de laranja e aviões foram excluídos, o que suavizou parte dos efeitos negativos para a balança comercial brasileira.

“Estamos em um ponto de partida mais favorável do que se imaginava, mas longe do ponto de chegada”, avaliou

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Medidas de apoio serão anunciadas após recalibração

O ministro informou que o governo publicará “nos próximos dias” um pacote de medidas emergenciais para apoiar os exportadores diretamente impactados pelas novas tarifas. Segundo Haddad, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a Secretaria de Política Econômica estão trabalhando para desenhar linhas de crédito e outros instrumentos de apoio voltados a setores e empresas mais prejudicados – inclusive segmentos menores, para preservar empregos e manter o fluxo de exportações.

Os detalhes do pacote estão sendo recalibrados com base nas informações detalhadas da ordem executiva norte-americana, buscando maior precisão no socorro público.

“Há setores afetados que não precisariam estar sendo afetados, mas há casos que são dramáticos e deveriam ser considerados imediatamente”, ressaltou.

Diálogo com os Estados Unidos

Haddad destacou ainda que terá uma segunda reunião com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, para tratar do tarifaço e discutir alternativas para mitigar os impactos. O ministro garantiu que o Brasil seguirá aberto ao diálogo, mas não descarta recorrer a todas as instâncias necessárias para tentar reverter a sobretaxa sobre os produtos brasileiros.

O objetivo é construir uma solução negociada, mas com prontidão para utilizar os instrumentos legais e diplomáticos disponíveis, caso as tratativas não avancem.

Autores

  • Jornalista formado pela Universidade Católica de Brasília (UCB). Com experiência em Política, Economia, Meio Ambiente, Tecnologia e Cultura, tem passagens pelas áreas de reportagem, redação, produção e direção audiovisual.

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  • Formada em jornalismo pelo UniCeub e graduanda em Ciências Políticas. Atuou como repórter na TV Cultura, Record, Metrópoles e R7. Atualmente, na Arko Advice cobre Congresso Nacional. Vencedora do Prêmio Einstein +Admirados da Imprensa de Saúde e Bem-Estar e do Expocom/Intercom Centro-Oeste. Também conquistou lugar no Prêmio Paulo Freire de Jornalismo.

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