A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) voltou a defender a alíquota de 35% sobre a importação de veículos automotivos. A declaração foi feita em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (8). De acordo com a entidade, a tarifa seria uma medida para equiparar a competição com o mercado nacional.
Segundo o balanço feito pela Anfavea, o aumento de vendas de importados chegou aos 18,7% no primeiro quadrimestre deste ano em relação ao ano de 2024. A China é o líder das vendas dos veículos no Brasil, com um aumento de 28% durante o período.
Alíquotas para carros elétricos
Atualmente, o imposto para carros elétricos é de 18% e 20% para híbridos. Em novembro de 2023, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) deliberou uma medida que estabelecia a retomada gradual das alíquotas e criava cotas iniciais para importações com isenção até 2026.
De acordo com a resolução, as porcentagens de retomada progressiva de tributação iriam variar com os níveis de eletrificação e com os processos de produção de cada modelo, além da produção nacional. O objetivo era chegar a 30% em julho deste ano e alcançar os 35% apenas em julho de 2026.
Para a Anfavea, além da retomada integral das alíquotas, é necessário adotar um conjunto de medidas para equalizar a forma de competitividade do mercado. Na avaliação da associação, a guerra comercial e tarifária também são desafios para o setor.
Aumento das exportações
Em contrapartida, as exportações da indústria automotiva cresceram em 47,8% ante ao primeiro quadrimestre de 2024. Com destaque para a América Latina, a Argentina foi responsável por 59,1% das compras de automóveis.

