O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), vem acumulando capital político que o credencia como um player estratégico nas eleições de 2026. Caso dispute o Palácio do Planalto, Tarcísio poderá ser o candidato da direita, cabendo a ele o desafio de evitar a reeleição do presidente Lula (PT).
Historicamente, os governadores de São Paulo que concorrem ao Palácio do
Planalto são competitivos. Em 2006, Geraldo Alckmin chegou ao segundo
turno, mas foi derrotado. O mesmo ocorreu com José Serra em 2010.
Alckmin também concorreu em 2018. Embora tenha sido derrotado em
primeiro turno, aquela eleição transcorreu em circunstâncias específicas, ou seja, no auge da narrativa antiestablishment.
Por outro lado, caso concorra à reeleição em São Paulo, Tarcísio de Freitas será fundamental para o campo da direita, já que sua atuação poderá ser decisiva para o desempenho do candidato da oposição ao governo Lula no maior colégio eleitoral do país.
Essa posição estratégica de Tarcísio é consequência do fato de seu governo
em São Paulo ser bem avaliado, o que o coloca como favorito em uma eventual
disputa à reeleição. Na eventualidade de concorrer ao Planalto, o governador
será um cabo eleitoral de luxo do candidato que representar seu projeto
político em São Paulo. Vale recordar também que Tarcísio, nas eleições municipais do ano passado, demonstrou força e habilidade política na construção da aliança de centro-
direita que viabilizou a reeleição do prefeito Ricardo Nunes (MDB). Apesar de a política “linha-dura” na segurança pública ser criticada, a queda nos índices de criminalidade se
transformou em uma das principais bandeiras de Tarcísio de Freitas, juntamente com a gestão liberal na economia, avançando em privatizações e concessões. Não por acaso, na semana passada, a pesquisa realizada pela Genial/Quaest junto ao mercado financeiro apontou que Tarcísio é o líder político com a melhor imagem entre os agentes econômicos.
No campo político, Tarcísio teria condições de costurar uma aliança com partidos estratégicos de centro, como PSD, PP e MDB. Além disso, ele é leal ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e benquisto na base social bolsonarista. Nesse cenário, o possível acolhimento da denúncia por parte do Supremo Tribunal Federal (STF) contra Bolsonaro
no dia 25 de março deve elevar a pressão na política e no mercado para que Tarcísio seja construído como o candidato anti-Lula para 2026.

