Aprovado por 62% dos gaúchos, o governador Eduardo Leite (PSDB) será um cabo eleitoral estratégico em 2026. A popularidade de Leite é positiva para o vice-governador Gabriel Souza (MDB), que poderá ser o candidato da situação, ou a ex-prefeita de Pelotas Paula Mascarenhas (PSDB), caso ela seja a escolhida.
O fato de 47% dos gaúchos entenderem que Eduardo Leite merece eleger o sucessor – e 46% disseram que não – também é positivo para Leite. Além de estar na metade do segundo mandato, Leite enfrentou no ano passado uma grave enchente. Mesmo assim segue muito popular.
Apesar de estar hoje com apenas 7% das intenções de voto, Gabriel Souza tende a crescer à medida em que seu nome for associado ao de Eduardo Leite. Gabriel potencialmente poderá atrair a parcela dos entrevistados que hoje declara voto em branco/nulo ou está indeciso. Esse contingente é elevado: 49%.
O deputado federal Tenente Coronel Zucco (PL), com 15% das preferências, tem capital político para chegar ao segundo turno. Assim, poderemos ter em 2026 e a reprodução do segundo turno de 2022, onde o centro enfrentou a direita.
O PT, que em 2022 animou-se com o terceiro lugar do presidente da Conab, Edegar Pretto, enfrentará dificuldades. Sua intenção de voto (10%) sugere que o desempenho de 2022 foi mais puxado pela chapa majoritária que tinha Lula e Olívio que por Edegar.
A surpresa é o desempenho da ex-deputada Juliana Brizola (PDT), que lidera com 19%. O índice de Juliana deve dificultar uma união das esquerdas, dividindo o campo e isolando o PT. O PDT, por sua vez, pode apostar em uma candidatura própria ou compor com o candidato de Leite.
Outro aspecto a ser observado é o futuro do PSDB. A eventual fusão ou incorporação do partido a outra sigla impactará os movimentos de Eduardo Leite e o futuro da política gaúcha. Independente disso, Leite desponta como o grande eleitor de 2026. Tem força para eleger o sucessor, ser competitivo como candidato a senador e até sonhar com um projeto presidencial.

